sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Consciência Ambiental no país aumentou, diz pesquisa


Os brasileiros estão mais conscientes sobre a importância do meio ambiente do que há 20 anos. Na comparação entre os primeiros e últimos resultados, divulgados em junho, a pesquisa O Que o Brasileiro Pensa do Meio Ambiente e do Consumo Sustentável, realizada desde 1992, mostrou que a consciência ambiental no país quadruplicou.

As versões do levantamento mostram, que enquanto na primeira edição, que ocorreu durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, 47% dos entrevistados não sabiam identificar os problemas ambientais. Este ano, apenas 10% ignoravam a questão.Na média nacional, 34% sabem o que é consumo sustentável atualmente. “Esta é uma pesquisa que mostra claramente tendências”, explicou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Brollo de Serpa Crespo.Nessa projeção, a população da Região Sul mostrou-se mais engajada ambientalmente. Mais da metade dos sulistas sabem o que é consumo sustentável. “A diferença do Sul é impressionante em termos dos mais altos índices não só de acertos mas de atitudes corretamente ambientais”, disse .

Ao longo de duas décadas, os mais jovens e os mais velhos são os que menos conhecem a realidade ambiental, mas a consciência aumentou. Há 20 anos, quase 40% dos entrevistados entre 16 e 24 anos não opinaram sobre problemas ambientais, assim como mais de 60% dos brasileiros com 51 anos ou mais. Este ano, as proporções caíram para 6% entre os jovens e 16,5% entre os mais velhos.“ Isso tende a mudar ainda mais, porque agora temos todo um trabalho de educação ambiental nas escolas, o que vai refletir nas faixas seguintes ao longo dos anos”, disse Samyra, acrescentando que o nível de consciência ambiental “cresce à medida que a população é mais informada e mora em áreas urbanas, porque significa acesso à informação. E, na área rural, ainda há o habito de queimar o lixo”.

Atitudes ambientalmente corretas

Samyra afirma que os resultados mostram que a população, além de mais consciente, mostra maior disposição em relação a atitudes ambientalmente corretas e preocupação com o consumo.

A questão relacionada ao lixo, por exemplo, é um dos problemas que mais ganhou posições no ranking dos desafios ambientais montado pelos brasileiros. O destino, seleção, coleta e outros processos relativos aos resíduos que preocupavam 4% das pessoas entrevistadas em 1992, agora são alvos da atenção de 28% das pessoas.

Este ano, 48% dos entrevistados, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, afirmaram que fazem a separação dos resíduos nas residências. “Muitas vezes a disposição da população não encontra acolhimento de politicas públicas. Muitas vezes o cidadão separa em casa e a coleta do lixo vai e mistura os resíduos”, disse a secretária. Na análise geral do país, os índices ainda são baixos, sendo que menos de 500 municípios têm coleta seletiva implantada. Enquanto a separação do lixo é um habito de quase 80% das pessoas que vivem na Região Sul atualmente e de mais da metade dos moradores de cidades do Sudeste. No Norte e Nordeste, mais de 60% não separam resíduos.

Entre os problemas ambientais apontados, o desmatamento das florestas continua no topo da lista elaborada pelos entrevistados. “A preocupação com rios e mares [que continua na segunda posição do ranking] se eleva a partir de 2006. Já é impacto da Politica Nacional de Resíduos Sólidos [criada em 2010]”, disse ela. “O bioma Amazônia continua sendo considerado o mais ameaçado na opinião das pessoas”, disse Samyra Crespo, comparando as edições da pesquisa. Em 2006, por exemplo, 38% dos entrevistados estavam dispostos a contribuir financeiramente para a preservação do bioma. Este ano, o índice cresceu para 51%.

Samyra Crespo ainda aposta que a Política Nacional de Resíduos Sólidos vai provocar mudanças econômicas, criando um ambiente de estímulo à reciclagem. “Temos que trabalhar tanto na desoneração da cadeia produtiva, como com a conscientização ambiental. Os produtos corretos concorrem hoje nas mesmas condições”, disse ela, acrescentando que “não é tão simples porque você trabalha toda a cadeia do produto e temos poucos estudos de ciclos do produto”.

No decorrer dos últimos vinte anos, a população também mudou a forma como distribui as responsabilidades sobre meio ambiente. “Em 1992, o governo federal era o maior responsável. Isso vai diminuindo e a responsabilidade foi sendo atribuída às prefeituras. Continua a tendência a achar que é o governo [federal], mas cada vez mais o governo local é priorizado”, disse Samyra Crespo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Bebês expostos a ambiente poluído sofrerão reações alérgicas mais fortes


A exposição de recém-nascidos à poluição acarreta reação exacerbada a estímulos alérgicos na fase adulta, aponta pesquisa do Departamento de Farmacologia da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com a professora Soraia Pereira Costa, o estudo constata que os poluentes das grandes metrópoles deixam os indivíduos predispostos ao desenvolvimento de inflamações alérgicas, como a asma. A pesquisa comparou a trajetória de camundongos expostos a uma substância resultante da combustão do diesel durante a fase neonatal e outro grupo de animais protegidos da poluição.

Os animais mantidos na área poluída foram expostos durante 15 minutos, em três dias alternados, a um ambiente com baixa concentração do poluente 1,2-naftoquinona (1,2-NQ). Na fase adulta [dois meses após o nascimento], todos os camundongos foram submetidos a outra prova: receberam a proteína ovoalbumina, capaz de desencadear inflamações alérgicas. “O grupo submetido à poluição desenvolveu inflamação mais potente, se comparada aos que não foram expostos”, explica Soraia Costa. Ela destaca que qualquer estímulo ambiental desencadeará reação inflamatória pulmonar, alérgica ou não, muito mais intensa.

A pesquisadora explica que isso ocorre porque, nos indivíduos expostos à poluição, há forte aumento da expressão e ativação dos receptores TOLL 4 no pulmão. Estes receptores são associados a resposta inflamatória. Para a professora, os resultados podem explicar a grande incidência de doenças inflamatórias do pulmão em pessoas que nascem e vivem em áreas com alto teor de poluição atmosférica.

A exposição alérgica, que nos camundongos foi feita com uma proteína encontrada no ovo, está presente na vida humana em diversas substâncias, como pólen, pelo, entre outros, informou a professora. “Muitos estudos apresentaram dados epidemiológicos e clínicos na relação dessas doenças com a poluição, mas não ficava deixava claro qual o poluente envolvido nisso” reforça a pesquisadora.

Soraia Costa destaca que estudo aponta o caminho para o desenvolvimento de medicamentos capazes de bloquear esses receptores. “Identificamos os efeitos para que no futuro sejam desenvolvidas ferramentas farmacológicas e terapêuticas”, disse.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O que significa Reciclar?


O termo reciclar significa transformar objetos materiais usados (ou lixo material) em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelas pessoas comuns e governantes, a partir do momento em que observou-se os benefícios que a reciclagem apresenta para o nosso planeta.

Importância e benefícios da reciclagem

Desde a década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis cresceu significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países industrializados. Muitos governos e ONGs (Organizações Não Governamentais) estão cobrando das indústrias atitudes responsáveis. Neste sentido, o desenvolvimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio, plástico e papel, já são corriqueiras em várias cidades do mundo.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera renda, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem ajuda a diminuir significativamente a poluição da água, do ar e do solo. Muitas empresas estão reciclando materiais como uma maneira de diminuir os custos de produção de seus produtos.

Outro importante benefício gerado pela reciclagem é a quantidade de novos empregos que ela tem gerado nos grandes centros urbanos. Muitas pessoas sem emprego formal (com carteira registrada) estão buscando trabalho neste ramo e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio, por exemplo, já são comuns nas grandes cidades do Brasil.

Diversos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um índice de reaproveitamento de aproximadamente 100%. Derretido, ele volta para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Várias campanhas de educação ambiental têm despertado a atenção para o problema do lixo nos grandes centros urbanos. Cada vez mais, os centros urbanos, com altos índices de crescimento da população, tem encontrado dificuldades em obter locais para instalarem depósitos de lixo (aterros). Logo, a reciclagem mostra-se como uma solução viável do ponto de vista econômico, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos educadores a separarem o lixo em suas casas. Outro fato interessante é que já é muito comum nos grandes condomínios residenciais a reciclagem do lixo.

Em regiões de zona rural a reciclagem também está acontecendo. O lixo orgânico (sobras de vegetais, frutas, grãos e legumes) é utilizado na produção de adubo orgânico para ser usado na agricultura.

Como podemos verificar, se o ser humano souber utilizar os recursos que a natureza oferece, poderemos ter, muito em breve, um ambiente mais limpo desenvolvido de forma sustentável.

Curiosidade: Você sabia que muitos produtos levam muitos anos para serem absorvidos pelo meio-ambiente? Veja abaixo uma relação das substâncias e o tempo que elas levam para serem absorvidas no solo.

· Papel comum: de 2 a 4 semanas
· Cascas de bananas: 2 anos
· Latas: 10 anos
· Vidros: 4.000 anos
· Tecidos: de 100 a 400 anos
· Pontas de cigarros: de 10 a 20 anos
· Couro: 30 anos
· Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos
· Cordas de náilon: de 30 a 40 anos
· Chicletes: 5 anos
· Latas de alumínio: de 80 a 100 anos



FONTE: http://www.todabiologia.com/ecologia/reciclagem.htm

Alunos da Escola Municipal Dr Cicero Carvalho plantam horta e usam na alimentação

Alunos cultivam plantas ornamentais e horta em escola municipal

O plantio feito na manhã desta terça (14) de árvores e plantas ornamentais deixa a frente da Escola Municipal Dr. Cícero Barbosa de Carvalho mais bonito, com a parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMMAM) através do Departamento de Planejamento e Educação Ambiental.

Durante a ação a diretora Gylian de Brito Assis aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância desse projeto e a criação da horta com plantio de salsa, coentro e cebolinha. “As crianças aprendem na prática a importância do plantio, cultivo e cuidado das árvores e plantas que enfeitam nosso jardim e horta. É muito gratificante ver as crianças animadas e entusiasmadas em todos os eventos desse tipo” afirma. As hortaliças estão sendo utilizadas na alimentação da própria escola.

A escola tem promovido ativamente várias atividades em prol da preservação ambiental, através do Projeto Meio Ambiente In Foco, tendo como principal objetivo a preservação da natureza. “Estou gostando muito de plantar as arvores do meu colégio. Quando eu crescer vou mostrar para os meus filhos que foi eu que plantei”, declara Pedro Souza, 10 anos, aluno do 2º ano.




terça-feira, 14 de agosto de 2012

Crime Ambiental é denunciado pelo 156

A Parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMMAM) e Secretaria de Serviços Públicos (SESP), através dos departamentos de Planejamento de Educação Ambiental e Parques e Jardins, tem auxiliado no plantio e conservação de árvores pela cidade.

Denunciadas pelo Disque Denúncia 156, na manhã do dia 07 de agosto, duas árvores foram encontradas derrubadas entre dois traillers na Avenida João Durval, próximo a Escola Polivalente. Segundo a denúncia, as árvores foram retiradas, pelo dono de um dos traillers para expandir seus negócios infringindo a Lei Ambiental. Com isso foi feito a reposição do plantio de espécie própria no mesmo local e o dono do trailler foi notificado.

 “Vale resaltar que as árvores são de fundamental importância para a manutenção do equilíbrio climático e contribuem de maneira decisiva para o bem estar das pessoas que vivem em centros urbanos, diminuem os consumos energético e reduzem a poluição atmosférica”, afirma Millena Carvalho, diretora do departamento de Planejamento e Educação Ambiental.

De acordo com Eliane Araujo, coordenadora do Disque Denuncia, desde de 1 de julho ate hoje, foram feitas cinco solicitações, 31 denuncias de poluição atmosférica, seis pedido de corte e poda de arvores e uma denuncia de degradação do meio ambiente na cidade. “É interessante que a população denuncie para que possamos enviar as informações para os órgãos competentes e poder solucionar da melhor maneira possível”, declara.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Gincana Ecológica motiva alunos da Escola Celida Soares

Alunos aprendem a fazer cofrinho de garrafa pet

O Departamento de Planejamento e Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMMAM), realizou na manhã dessa segunda-feira (13), na Escola Municipal Celida Soares mais uma oficina de materiais recicláveis para auxiliar na educação ambiental de Feira de Santana.

A escola esta promovendo a 1º Gincana Ecológica com o tema “Semeando o Futuro”. Além dos alunos, seus respectivos pais e professores também põem em prática aprendizagem das oficinas. É o caso da Deilse Oliveira, 46 anos, mãe de Luana do Carmo, aluna do 4º ano da mesma escola. Ela começou a fazer artesanato após o desemprego dela e doença do marido. “Senti-me impotente com a situação, então comecei a usar varas do guarda-chuva quebrado com papel crepom e comecei a fazer artesanato com flores, daí passei a usar papelão para caixas enfeitadas além de isopor e garrafas pet para lembrancinhas”, afirma Deilse.

As atividades foram executadas pelos estagiários do departamento. Os alunos puderam aprender a fazer um cofrinho feito de garrafa pet. “Já estou pensando em colocar minhas moedas para comprar uma boneca no Natal” afirmou Geilsy Lima Ramos do 4º ano.





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

INDICE DE DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA SOFRE QUEDA DE 23% EM UM ANO

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 23% entre agosto de 2011, apontam dados preliminares do Deter(Detecção de Desmatamento em Tempo Real) , o sistema de detecção rápida por satélite usado pelo governo federal. Nos últimos 12 meses, a floresta teria perdido cerca de 2 mil quilômetros quadrados. Dos nove estados que compõem a região, apenas Roraima teve aumento no desflorestamento.

 Os dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente, frutos de um sistema que varre a Amazônia Legal por satélite a cada dois dias, são considerados um indicativo para os números finais, levantados pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), mais preciso e divulgado no final do ano. “O Deter é um base importante. Podemos dizer que há uma tendência de queda”, disse a ministra Izabella Teixeira.

De acordo com o Deter, o desmatamento teria diminuindo em 10 dos 12 meses, caindo 50% de abril a junho. Houve dois picos, em novembro, com 10% de aumento cem relação ao período anterior e em janeiro com 250%. A maior queda aconteceu no Maranhão, que reduziu a um terço a área desmatada, na comparação com o período anterior. Pará, Amazonas e Acre também diminuíram. Segundo Izabella, Mato Grosso tem áreas de Cercado, onde a obrigatoriedade de reserva legal é menor- 35% ao invés dos 80% a floresta amazônica – e o Deter não identifica que tipo de vegetação foi desmatada. “No ano passado, o Estado foi responsável por 17,5% do desmatamento registrado, atrás do Pará, com 46,9%. Ainda assim, reconhece, Mato Grosso tem uma enorme fronteira agrícola com cada vez essas pessoas chegando. Muitas vezes essas pessoas não respeitam a lei, aumentando assim a possibilidade de desmatamento”, declara Izabella .

O tamanho das áreas desmatadas estaria caindo o que vem dificultando a detecção no sistema por satélite. De grandes porções de terra de ate 1 mil km², o desflorestamento agora acontece em pequenas áreas. “É o que eu chamo de desmatamento puxadinho. Temos visto o crescimento desse tipo de ação nos últimos dois ou três anos”, disse a ministra. Um novo satélite deve entrarem órbita em dezembro para melhorar a detecção. “ Vamos colocar uns óculos no Deter”, declarou a ministra.

Apesar da queda geral, duas cidades do Pará entraram na lista de município prioritários por terem registrado crescimento nos dois últimos anos. Anapu, em 2009, revê 26.5 km² de área desmatada. Passou para 226.8 km² em 2011. Senador José Porfírio foi de 3,6 km² a 101,9 foi de 3,6 km² a 101,9 km². Do outro lado, Ulianopolis (PA) saiu da lista. A cidade foi um das beneficiadas por um projeto de novas fontes sustentáveis financiadas com uma doação do governo da Noruega.


FONTE E CREDITO: JORNAL NOITE E DIA 10 A 16 de agosto de 2012